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Agradecendo a Marcelo Barbosa por gentilmente ceder as imagens e textos da sub-se��o 'Todos os consoles 'NES' lan�ados no pa�s'; e parte das imagens desta se��o. A hora e a vez do Brasil abocanhar o bolo 1993 - O lan�amento oficial A revista Videogame, publica��o nacional destinada ao mundo dos jogos eletr�nicos, fez uma mat�ria sobre a chegada da Playtronic. A edi��o � a n�mero 25, de abril/93. Para ler o artigo, clique: p�gina 01 | p�gina 02. [colaborou Pablo Rozados]
A Tec Toy, representante oficial da Sega no Brasil, fazia uma fort�ssima campanha de marketing em volta de seus consoles Master System e Mega Drive. A empresa chegou a lan�ar jogos traduzidos para portugu�s, al�m de muitos outros t�tulos americanos serem modificados para atender o p�blico brasileiro (como � o caso de jogos baseados na Turma da M�nica, por exemplo). Essa genial s�rie de id�ias da Tec Toy obrigou rapidamente a Playtronic a reagir. Para promover a sua chegada, a Playtronic fez at� uma reportagem com o Fant�stico, programa semanal da Rede Globo, al�m de diversas propagandas em jornais e revistas.
O NES brasileiro � igual ou t�o bom quanto o NES americado? Aposte que sim. O seu adaptador A/C, por exemplo, � bem vantajoso em rela��o ao americano. Do casing da fonte, sai um fio com um plugue pequeno, facilitando assim sua aplica��o na tomada. Outra vantagem quanto a fonte, � a possibilidade de troc�-la para 110 / 220 volts. E o console nacional, j� vem no padr�o brasileiro de cores, o PAL-M, dispensando a transcodifica��o do aparelho. O seu Nintendo contava tamb�m com uma grande rede de assist�ncias t�cnicas autorizadas em todo o Brasil.
Curiosamente, o NES original da Playtronic n�o fez muito sucesso no Brasil e n�o obteve boas vendas. Isso aconteceu porque o lan�amento oficial foi bem tardio. A febre do NES no Brasil iniciou em 1989 com a chegada do primeiro 'clone', e se estendeu at� cerca de 1993 e 1994, exatamente quando os consoles de quarta gera��o (16-bit) j� ferviam o pa�s. A id�ia de inserir oficialmente a Nintendo no Brasil partiu tanto da Gradiente/Estrela quanto da Nintendo. Por um lado, a Gradiente/Estrela poderia expandir seus neg�cios com a Playtronic. Pelo outro lado, a Nintendo estaria oficialmente representada no Brasil e poderia executar seus planos tamb�m no pa�s do Carnaval. Num pa�s como este, as vendas de consoles/cartuchos de video-game eram consideradas bem altas. No ano de 1991, o Brasil chegou a movimentar cerca de 100 milh�es de d�lares com a ind�stria do video-game. Visto que o mercado s� tendia a crescer, a oficializa��o da Nintendo no Brasil n�o era, de forma alguma, uma m� id�ia.
De 1993 a 1996, a Playtronic colocou no mercado o NES, o port�til Game Boy, o SNES e o Virtual Boy. Em 1996, por algum motivo, a Estrela abandou a empresa, que passou a se chamar ent�o Gradiente Entertainment Ltda. At� dezembro de 2000 as vendas combinadas totalizaram 2 milh�es de hardwares e 2,5 milh�es de softwares. Isto significa que o mercado de games no Brasil agitou R$200 milh�es com a Nintendo. Contudo, no in�cio de 2003, a Gradiente deixou de fabricar e comercializar, por sua pr�pria op��o, a linha de video-games no pa�s, encerrando a parceria com a Nintendo no Brasil. Segundo a Gradiente, a decis�o decorreu, entre outros fatores, da expressiva alta da taxa de c�mbio do d�lar desde 1998, da redu��o da renda m�dia da popula��o e do alto �ndice de pirataria dos produtos desta linha, os quais contribu�ram para limitar o potencial de crescimento desta categoria e reduzir significativamente a rentabilidade deste neg�cio para a Gradiente nos �ltimos anos. � triste ver uma coisa dessas acontecer e a total decad�ncia do mercado no Brasil. Lembremos que, desde a Playtronic, seriam 10 anos de Nintendo no pa�s. Entretanto, ainda � esperado que a Nintendo se pronuncie a respeito do que ser� feito no mercado brasileiro. Os Clones do NES � importante lembar ainda, que no Brasil surgiram 'clones' do NES aos montes. Esses clones, eram consoles produzidos por empresas nacionais que eram compat�veis com cartuchos do Famicom/NES. A Nintendo n�o deu nenhuma licen�a para as empresas lan�arem consoles compat�veis com o NES no pa�s. Ou seja, tudo era pirataria. Mas por algum motivo, a Nintendo/Playtronic n�o abriu qualquer processo contra os fabricantes. Entretanto, n�o h� como negar que esses clones ajudaram a popularizar o NES, e muito, por aqui. No Brasil, os clones do NES chegaram no padr�o americano pelas empresas Dismac (Bit System), Milmar (Hi-Top Game), Gradiente (Phantom System) e CCE (Top Game VG 8000 e VG9000, que por sua vez suportava ambos os padr�es). J� o padr�o japon�s foi representado pela Dynacom, com o Dynavision II, que inclusive foi o primeiro video-game de terceira gera��o a chegar em territ�rio nacional, em maio de 1989. Outros consoles compat�veis com o NES foram o Super Charger, Dynavision III e o HandyVision, tamb�m da Dynacom, que era port�til. Alguns dos fabricantes chegavam a lan�ar tamb�m cartuchos para os consoles. >> N�o deixe de ver uma tabela completa com dados e fotos de todos os clones do NES lan�ados no pa�s. Clique!
� Uma curiosidade interessante: Ao que tudo indica, a Gradiente se preparou para lan�ar o Atari 7800 no Brasil, tendo desistido na �ltima hora por conta da descontinua��o do console nos EUA. Voc� pode notar que o gabinete do Phantom System, tem o mesmo formato do Atari 7800. Coincid�ncia? Vale lembrar ainda que o Phantom System copiou o design dos joysticks do Mega Drive...
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